segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Mais coloridas, menos doloridas.

O cantinho da Joy está de volta depois desse tempinho onde muitas coisas aconteceram, entre monografia e encerrando ciclos. E para terminar o ano, que já um momento de reflexão, hoje deixo um texto que escrevi um tempo atrás. Achei ele perdido esses dias nas minhas coisas e me deu um misto de nostalgia, inspiração, encantamento e amor. Revivi cada palavra e cada sentimento que deixei transparecer. Para que possamos nesse ano de 2015 aceitar nossas marcas e ter coragem para criar outras, mais coloridas.



"Nos conhecíamos nem sei muito bem como. Só nos conhecíamos. Conversa fácil, riso fácil, olhares cúmplices que eram só nossos. Vivíamos como se isso não existisse. Não sabíamos muito sobre o amor e suas coisas. O que era, como era, e o que ele queria de nós. Era assim...e quando vimos ele estava ali, vivo, real, plácido e ao mesmo tempo fugaz, efêmero. Era duro de se enxergar , difícil, era preciso ter um desses olhares sensíveis, destinados a pessoas sensíveis, que só outras pessoas sensíveis conseguiam ver. Era a insignificância da vida ali. Viva! E assim iam segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos...nada o prendia, nada o significava, ele existia em si, só. Vagava entre os dois, mas não conseguiam nomear. Era o acordar de cada manhã. Era o olhar de bom dia. Era saber que tinha acordado mais uma vez ao seu lado e não se importaria se isso acontecesse todos os dias. Era o beijo carinhoso no ombro enquanto me sento à mesa para dividir o café apressado da manhã. O momento mais importante, o da certeza que a noite existiu e tem um dia todo por vir. Para amanhã nascer de novo, em nós, em mim, em você,naquilo que chamamos de amor. Nosso amor. Tínhamos marcas. Todos têm. Aceitamos as marcas em nós. Aceitei as suas. Aceitou as minhas. E decidimos criar novas. Mais coloridas, menos doloridas."


foto: joyce almeida
Um abraço cheio de carinho, Joy.

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